sexta-feira, 15 de março de 2013



Os sentimentos latentes, reprimidos e sufocados retornaram
Vulcânicos... ardiam!
Por vezes ela se remoia:
Por que não? Por que nunca?
Aquela vez poderia...
Na ânsia de suas respostas as ações 
extrapolaram os protocolos
No encontro os olhares se tocaram, acariciaram
o corpo obedeceu: os lábios e agora os braços
mãos, pernas, pescoços, hálitos...

sexta-feira, 8 de março de 2013


Relembranças
A alma que imagina com todos os sensores do corpo, não é preciso à imagem ditada pelos olhos, apenas os afetos d´alma. Por vezes a excitação se dá pelo calor do vento que desaflora às maças do rosto, que rapidamente amadurecem. Outras ela vem deslizando no ar, um conhecido aroma que remete às memórias mais ternas. O que os olhos passam a ver, enganam aos mais lúcidos, encontro vocês no caminhar de uma transeunte no corredor que outrora ocupávamos. As gargalhadas e angústias compartilhadas permanecem ali, em outros rostos e corpos, mas posso garantir ainda são as mesmas. Nós é que já não somos... A roda-viva que nos atropela despejou alguns em lugares distantes dos olhos, outros ficaram tão próximos que nem mais se olhavam, teve aqueles que nem mais notícias sabem. Mas os que permanecem vivos nos delírios da memória retornam e retomam os bons encontros, não se alteram com o tempo, o mais constrangedor dos silêncios se dissolve em furtivos e acolhedores olhares, que se aconchegam em reconhecidas risadas. A alma padece com deliciosas lembranças, as tentativas de reavive-las sempre se frustram na farsa da repetição. Sobra de tudo, um furtivo sorriso no canto da boca e o pensamento de que a vida não tem que ser repetida, é sempre uma encenação imperfeita, ao vivo e sem cortes.