quarta-feira, 3 de julho de 2013

Sentimentos amputados


Quando não se pode mudar as coisas você se conforma,
Conforto é aquele sentimento de que engoliu algo torto,
Entrou mais ar do que água
As coisas aqui por dentro não se ajeitam, vc não tem posição
E ocupa um não lugar
De repente todos os seus sonhos se realizam e ai
Como voltar a desejar?
Revira o vento, sacode o tempo e nem poesia
Pra que expressar?
E se dá conta que assim está bem adaptado
O corpo se decompõe e a vida se esvai
Ah a liberdade...
Até quando as palavras não têm endereço


Eles te viram do avesso!

quinta-feira, 23 de maio de 2013



O sódio vinha me corroendo lentamente...
primeiro pelas mucosas, depois a carne, enrugou os afetos.
Em tempos de sentimentos áridos
a lágrima risca-me a face: Arde!
Don't touch don't good don't go


Existem dias q a saudade é insuportável
Que o mundo me rejeita e não me dá espaço
Que a vida oprime, o tempo sufoca e vida pulsa
Um latejante pedido de SOCORRO!
Ainda há poesia no mundo?
A esta pergunta a resposta sempre me sorri um belo e incerto: SIM
São como alucinações e ouço cada um dizendo : SIM
E então, respiro fundo e vou buscar La no fundinho do peito aquele ar necessário pra vida
É exatamente neste instante que vocês aparecem e sorriem e dançam e bebem
Numa revoada de leves risadas
Agora consigo seguir vivendo...
Recupero as energias e luto contra esse mundo subversivo à nossa lógica
É tão mais fácil amar, sonhar, flutuar e permitir-se viver
Do que esconder que a felicidade, o sexo, o amar, a amizade existe
Vocês são gotas de oxigênio!
É nesse mundo que me sei, que me sou, que me têm
Neste daí... Não neste aqui...
Aí pode ser qualquer lugar onde estão vocês?!
Vanessa C Furtado – Van 10/02/2009

sexta-feira, 15 de março de 2013



Os sentimentos latentes, reprimidos e sufocados retornaram
Vulcânicos... ardiam!
Por vezes ela se remoia:
Por que não? Por que nunca?
Aquela vez poderia...
Na ânsia de suas respostas as ações 
extrapolaram os protocolos
No encontro os olhares se tocaram, acariciaram
o corpo obedeceu: os lábios e agora os braços
mãos, pernas, pescoços, hálitos...

sexta-feira, 8 de março de 2013


Relembranças
A alma que imagina com todos os sensores do corpo, não é preciso à imagem ditada pelos olhos, apenas os afetos d´alma. Por vezes a excitação se dá pelo calor do vento que desaflora às maças do rosto, que rapidamente amadurecem. Outras ela vem deslizando no ar, um conhecido aroma que remete às memórias mais ternas. O que os olhos passam a ver, enganam aos mais lúcidos, encontro vocês no caminhar de uma transeunte no corredor que outrora ocupávamos. As gargalhadas e angústias compartilhadas permanecem ali, em outros rostos e corpos, mas posso garantir ainda são as mesmas. Nós é que já não somos... A roda-viva que nos atropela despejou alguns em lugares distantes dos olhos, outros ficaram tão próximos que nem mais se olhavam, teve aqueles que nem mais notícias sabem. Mas os que permanecem vivos nos delírios da memória retornam e retomam os bons encontros, não se alteram com o tempo, o mais constrangedor dos silêncios se dissolve em furtivos e acolhedores olhares, que se aconchegam em reconhecidas risadas. A alma padece com deliciosas lembranças, as tentativas de reavive-las sempre se frustram na farsa da repetição. Sobra de tudo, um furtivo sorriso no canto da boca e o pensamento de que a vida não tem que ser repetida, é sempre uma encenação imperfeita, ao vivo e sem cortes.