segunda-feira, 18 de julho de 2011

Pneuma

Nem a melancólica canção...
Nem os soluços sôfregos da sala ao lado
Muito menos aquela paisagem de cerrado, eram capazes de tê-la revelado. Fingindo ter o coração gelado e os sentimentos de estômago embrulhado. O peito estava pra lá de carregado, já havia transbordado!


Aparentava imunidade aos efeitos da gravidade, nada lhe pesava. Paulatinamente tomava ciência de seu ser. O sopro se infiltrava e o que a espantava era esta lucidez: quase delirava. A vida suspensa a esperava, nem lá nem cá, ainda oscilava!


Fragmentos de repetidas clausuras compunham-na forma versátil de densas gravuras. Ao olhar as cicatrizes, divertia-se com aquelas travessuras. O amor lhe eram atos de bravura!


Não haveria covardia naquela intensidade em que vivia, às hipérboles das emoções traduzia em poesia. E o que acalentaria a alma senão as paixões, até as mais vazias? 
Sob pena de uma incurável pneumonia!

Um comentário:

  1. Me vi nesse poema!! Deu até falta de ar! Que intenso, que doloroso...

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