No interior de meus sótãos
habitam asas que insistem em se amarrar
Acima de meus olhos
acendem luzes de poesia que se ofuscam ao brilhar
Nos rastros dos meus passos
fincam-se as marcas que insisto em abandonar
No horizonte de meus anseios há lugares por onde desejo navegar
Se as asas não se fecharem
As luzes não se apagarem
e o desamparo não me dominar...

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